16/02/2018

Pax - Sara Pennypacker


Ano de lançamento: 2016 
ISBN: 9788551000229
Páginas: 288
Editora: Intrinseca
Nota: ★★★★()

Tempos de guerra não destrói apenas civilizações, ela causa a separação de Pax e seu menino, que, por ordem de seu pai, devolve a raposa para natureza e se muda para casa de seu avô em outra cidade. Mas o garoto sente que seu lugar não é naquela cidadezinha sem sua raposa, então Peter, tomado pela culpa e arrependimento, decide ir em busca de seu amigo. 

A história se diverge em duas jornadas, a de Pax - que está sozinho na floresta tentando encontrar o dono e se adaptando a natureza – e Peter, – além de fugir da casa de seu avô, está com medo de acabar se tornando seu pai. Por isso a autora optou intercalar os pontos de vista dos dois nos capítulos. Mesmo sendo escrito em terceira pessoa, a diferença de narrativa entre as duas personagens é bem visível. Isso só prova, mais ainda, que o trabalho de construção da história feito pela Sara Pennypacker é excelente.

Esse pequeno livro aborda bastante sobre as consequências de uma guerra, que são inúmeras atrocidades que ela traz e não só a morte e a intolerância de pessoas, mas também a destruição do meio ambiente e o que ela causa no inconsciente dos soldados participantes dela. Mas a mensagem que me marcou foi a de que devemos dizer adeus paras as coisas que amamos e seguir em frente.

Sobre o trabalho gráfico da Intrínseca, só tenho elogios. A capa dura, a folha de guarda desenhada e a diagramação está impecável e belíssima. As ilustrações de Jon Klassen, que acompanha a história, são lindas e deixa a história ainda mais encantadora.

Pax é um livro infantil para todas as idades, denso, forte e com um roteiro simples que cativa com sua profundidade que se desenvolve entre a amizade de um animal e seu humano.

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11/07/2017

O dia da mudança


Caixas, caixas e mais caixas, espalhadas pelo apartamento. Meu pai trazia a ultima do caminhão escrita Miguel Henrique de canetão preto. Odeio meu nome. Por que meus pais não colocaram simplesmente Miguel ou João, o segundo nome é tão desnecessário.

Abri as janelas para tirar o cheiro de mofado da sala e olhando para baixo, observo a movimentação da rua. Vi uma moça colocando varias sacolas em seu carro, um garoto saindo do prédio numa bicicleta e depois um senhor de bengala.

— Agora é só organizar essas coisas – disse meu pai, Robson, abrindo algumas caixas sob a mesa.

Passamos a tarde inteira de sábado arrumando a casa. Colocando os moveis que vieram montados no lugar e montando os fáceis. Aos poucos o apartamento foi ganhando forma e o eco diminuindo.

Meu quarto ficou parecido com o antigo de João Ramalho, a cidadezinha onde morava. Ele era tão maior que esse, mas pelo menos esse era confortável. Ainda bem que meu pai não comprou uma quitinete.

Dentro dela uma das caixas estava escrito Margarete. Sem querer, acabei misturando com as minhas coisas. A curiosidade foi mais forte, então, eu abri a caixa do meu pai, onde ele colocou tudo que o fazia lembrar-se da minha mãe. Dentro dela havia de tudo: perfumes, jóias, fotos e diários.

Mau a conheci. A única lembrança que tenho dela é de uma noite, quando tinha uns quatro ou cinco anos. Ela estava se maquiando para algum compromisso e eu a olhava maravilhado com sua beleza.

— Mamãe. Quero ser lindo igual a você – falei para ela, enquanto ficava nas pontas dos pés para me ver no espelho da penteadeira.

— Você já é lindo, Miguel – dizia ela, me colocando em seu colo e passando o seu batom vermelho.

Peguei uma foto de nós, abraçados na caixa e começou a cair lagrimas nas minhas calças. Se não fosse aquele acidente, ela estaria ali comigo.

— Miguel, comer! – gritou meu pai da cozinha.

Enxuguei minhas lagrimas e sai do quarto.

06/03/2017

O blog não morreu!!!

Desculpa o sumiço. Ultimamente ando tão abarrotado de coisas que acabei deixando o blog de lado. Me mudei recentemente e esse é meu ultimo ano de escola. Preciso muito me manter focado nos estudos e prometo que voltarei a atualizar o Menino Lit com mais frequência. E, por favor, não deixe de acompanhar o blog nas redes sociais! Até o próximo post...

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